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Salvador

Pelourinho: Cores, Ritmos e História no Coração da Bahia Olá, queridos apaixonados por viagens e gastronomia! Eu sou Mariana Costa. Uma nômade digital brasileira, amante incurável de história e uma gastrônoma disposta a caminhar quilômetros quando o assunto é comida de rua. Viajei por muitos cantos diferentes do mundo, de templos na Ásia a cidades antigas na Europa, abri meu computador e trabalhei em muitos lugares, experimentando culturas locais. Mas hoje quero levá-los ao lugar que ocupa o espaço mais profundo do meu coração, que revive minha alma cada vez que vou, e ao ponto indiscutivelmente mais fascinante, místico e rítmico do meu próprio país, o Brasil: o centro histórico de Salvador, capital do estado da Bahia, o Pelourinho. O Pelourinho não é apenas um destino turístico; ele é um dos símbolos mais magníficos do mundo de resistência e mistura cultural, vivo, que respira, que transformou sua dor em música e dança. Neste artigo, você vai descobrir essa região através dos meus olhos, do coração de uma brasileira, desde o som dos tambores que você vai ouvir enquanto caminha pelas ruas do "Pelô" (como dizem os moradores locais) até o cheiro do azeite de dendê, de suas igrejas cobertas de ouro às histórias místicas dos deuses de matriz africana (Orixás). Prepare o seu café ou a sua caipirinha, porque esta será uma jornada muito longa, muito colorida e muito saborosa. Um Olhar Profundo sobre a História do Pelourinho: A Beleza Nascida da Dor Se você quer entender a história do Brasil, deve começar por Salvador. Fundada pelos portugueses em 1549, Salvador foi a primeira capital do Brasil e serviu como centro administrativo, econômico e religioso do país por séculos. A região mais antiga e histórica da cidade, o Pelourinho, fica na área montanhosa conhecida como "Cidade Alta". Porém, a origem da palavra "Pelourinho" aponta para um passado sombrio por trás dessas casas coloridas e ruas alegres. Em português, "Pelourinho" significa "poste de açoite" ou "poste de punição". Durante o período colonial, os africanos escravizados eram punidos e chicoteados publicamente nessas praças. A maior parte dos milhões de africanos trazidos para o Brasil durante o comércio transatlântico de escravos entrou no país pelo porto de Salvador. Salvador, portanto, é conhecida como "a cidade mais africana fora da África". Essa grande tragédia vivida ao longo de séculos transformou-se, com o tempo, numa incrível resistência cultural. Os africanos mesclaram suas próprias crenças, músicas, danças e cultura alimentar com a cultura colonial dos portugueses, criando essa tremenda riqueza que hoje chamamos de cultura "afro-brasileira". Hoje, caminhando pelas ruas de paralelepípedos do Pelourinho, você testemunha como aquele passado doloroso se transformou numa energia de vida vibrante, na estética da capoeira e no ritmo do samba. Esta região, que foi incluída na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1985, ganhou a sua atual aparência em tons pastéis e de cartão-postal com a grande restauração que passou na década de 1990. A Magia da Arquitetura Barroca e as Ruas de Paralelepípedos A primeira coisa que lhe dá as boas-vindas ao pisar no Pelourinho são as ladeiras íngremes, as ruas pavimentadas com pedras grandes e pequenas, e os magníficos edifícios coloniais do século XVII ao século XIX. Azul, rosa, amarelo, verde... É como se uma paleta gigante de tintas tivesse sido derramada sobre essas ruas. Os andares inferiores da maioria dessas casas agora abrigam galerias de arte, restaurantes, lojas de souvenirs e escolas de música. As flores penduradas nas janelas, as grades de ferro forjado das varandas e as portas de madeira oferecem panos de fundo perfeitos para fotos. Igreja de São Francisco: Um Esplendor Coberto de Ouro No Pelourinho, o primeiro lugar que vem à mente quando se fala de arquitetura é, sem dúvida, a Igreja e Convento de São Francisco. Embora por fora pareça uma típica igreja barroca da era colonial, no momento em que você passa pela porta, fica sem fôlego. Sendo o exemplo mais impressionante da arte barroca brasileira, o interior desta igreja é coberto com centenas de quilos de folhas de ouro, do chão ao teto. As esculturas em madeira folheadas a ouro são tão detalhadas que você não consegue tirar os olhos do teto por horas. Figuras de anjos, folhas de videira, pássaros e símbolos religiosos se entrelaçam para formar uma tremenda composição. No pátio interno do convento, há painéis de azulejo azul e branco trazidos de Portugal. Esses painéis retratam cenas da vida de São Francisco e histórias morais. Esta igreja simboliza tanto a riqueza do Império Português na época quanto os extremos que o colonialismo alcançou. Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos: A Igreja da Resistência Logo na entrada da praça do Pelourinho (Largo do Pelourinho), há outra igreja que chama a atenção pela cor azul pastel: a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. A história dessa igreja é muito diferente da de São Francisco e muito mais comovente. No século XVIII, africanos escravizados e negros libertos eram proibidos ou tinham o acesso muito restrito para entrar em igrejas normais. Por essa razão, uma irmandade composta por negros decidiu construir sua própria igreja. No entanto, eles não tinham dinheiro nem tempo livre para fazê-lo. Esta igreja foi construída pelos próprios escravos durante seus períodos de descanso, à noite, com as pedras que carregaram por anos, com as próprias mãos e usando apenas os próprios recursos, em um processo que durou cerca de 100 anos. Hoje em dia, ir a esta igreja é a melhor forma de vivenciar o sincretismo religioso (a mistura de crenças) em Salvador. Especialmente as missas de terça-feira à noite são mundialmente famosas. Durante a missa, as orações católicas são acompanhadas por tambores atabaques de origem africana e instrumentos locais. Os hinos são cantados com ritmos afro-brasileiros. Os padres vestem batinas com estampas africanas. Você sente nos ossos como o Cristianismo e a crença do Candomblé se entrelaçaram, como a dor se transformou em esperança. É impossível não acabar com os olhos marejados. A Alma da Rua: Candomblé, Sincretismo e os Orixás Para entender a cultura da Bahia, você precisa entender o Candomblé. O Candomblé é a forma evoluída no Brasil das crenças trazidas da África Ocidental (especialmente os povos Iorubá, Fon e Bantu). Como os portugueses proibiam os escravos de praticar a própria religião, os africanos esconderam seus próprios deuses (Orixás) atrás dos santos católicos. Por exemplo, Iemanjá, a deusa dos mares e das águas, foi associada a Nossa Senhora; Ogum, o deus guerreiro e do ferro, a São Jorge; e Iansã, a deusa das tempestades, foi associada a Santa Bárbara. Assim, enquanto pareciam orar aos santos católicos por fora, eles continuavam adorando seus próprios deuses. Esse sincretismo religioso é uma parte inseparável da vida cotidiana, da culinária e da música de Salvador. Enquanto passeia pelo Pelourinho, você pode ver estátuas de Orixás em muitas lojas e notar pessoas nas ruas usando colares de contas de cores diferentes (guias) no pescoço. Cada cor representa um Orixá. Diz-se que a cidade tem 365 igrejas (uma para cada dia do ano), mas também há inúmeros "terreiros" (templos) de Candomblé. Um Banquete de Comida de Rua Pelos Olhos de Mariana: O Paraíso Banhado no Azeite de Dendê Como gastrônoma, Salvador é um verdadeiro paraíso para mim! A culinária da Bahia, onde o uso de temperos, frutos do mar frescos, coco e, principalmente, do Azeite de Dendê (óleo de palma vermelho) atinge o ápice, é muito diferente do resto do Brasil. Na base desses sabores está a culinária africana. O Acarajé e as Baianas Caminhando pelas ruas do Pelourinho, você certamente verá mulheres vestidas de branco, com saias rodadas, turbantes na cabeça e contas no pescoço. Elas são as Baianas de Acarajé. Elas não são apenas vendedoras de comida de rua, mas também sacerdotisas e símbolos da cultura afro-brasileira. Inclusive, seus trajes tradicionais e a arte de fazer o Acarajé foram registrados como patrimônio cultural nacional do Brasil. Mas o que é esse Acarajé? O acarajé é uma comida de rua feita de feijão-fradinho descascado e amassado até virar um purê, com cebola e sal adicionados, modelado em bolas e frito por imersão no azeite de dendê borbulhante. É crocante por fora e macio por dentro. A Baiana corta essa bola frita ao meio e a recheia com ingredientes incrivelmente deliciosos:Vatapá: Uma pasta cremosa amarelo-dourada feita de pão, camarão, leite de coco, amendoim, castanha de caju e azeite de dendê. Caruru: Um tipo de refogado feito com quiabo, camarão, cebola e amendoim torrado. Salada: Uma salada de tomate e cebola. Camarão Seco: Camarões pequenos secos e defumados. Pimenta: Um dos molhos de pimenta mais fortes e saborosos do mundo. (Quando a Baiana perguntar "Quente ou frio?", ela não está perguntando sobre a temperatura da comida, mas sim se você quer pimenta ou não. Se você não tolera pimenta, certifique-se de dizer "Frio"!)O acarajé é uma comida sagrada oferecida a Iansã, a deusa das tempestades, na religião do Candomblé. Ao comer essa iguaria na rua, você está, na verdade, saboreando um ritual centenário. Moqueca Baiana: Poesia na Panela Se você está procurando um restaurante chique, porém autêntico, no Pelourinho para jantar, só há um prato que você precisa pedir: a Moqueca Baiana. Servido em panelas de barro, este magnífico ensopado de frutos do mar é cozido lentamente com leite de coco, azeite de dendê, tomate, cebola, alho, coentro e peixe fresco ou camarão (ou ambos). Geralmente é servido com arroz, farofa (farinha de mandioca torrada) e pirão (um purê gelatinoso feito do caldo da moqueca e farinha de mandioca). Esse equilíbrio rico, cremoso e levemente doce/picante da moqueca faz dela um dos melhores pratos de frutos do mar que você pode comer no mundo. Uma Pausa Doce: Cocada e Quindim Bateu aquela vontade de doce enquanto andava na rua? Dirija-se às Baianas que vendem bandejas cheias de doces. A Cocada é um doce feito de coco ralado e muito açúcar (ou açúcar mascavo, leite), ligeiramente duro por fora e úmido por dentro. As versões branca (tradicional), com açúcar mascavo (escura) ou com sabor de maracujá são obrigatórias de provar. Outro favorito meu é o Quindim. Nascido da combinação da tradição de doces portugueses cheios de gemas de ovos com o uso do coco pelos africanos, esse doce amarelo brilhante, parecido com gelatina, tem um sabor intenso que derrete na boca. Ritmo, Música e Dança: As Batidas do Coração do Pelourinho O Pelourinho não é um lugar silencioso. Se você está procurando silêncio, está na cidade errada. As ruas de Salvador são virtualmente um palco gigante ao ar livre. Olodum: A Rebelião dos Tambores Se você estiver no Pelourinho numa noite de terça-feira ou num domingo à tarde, pode sentir o chão tremer. Estes são os ensaios do Olodum, o mundialmente famoso grupo de percussão. O Olodum, que transformou a cultura afro-brasileira em música e é um dos criadores do gênero samba-reggae, não é apenas um grupo musical, mas também um movimento social que resgata e educa jovens negros das ruas. O som dos tambores do Olodum pode parecer familiar para você. Porque Michael Jackson filmou o clipe de sua famosa música "They Don't Care About Us" no coração do Pelourinho, com o Olodum, em 1996. A varanda onde Michael Jackson dançou no clipe (na praça do Largo do Pelourinho) é hoje um dos pontos mais fotografados pelos turistas. O ritmo desses tambores desperta a energia primitiva dentro de você; você se pega se entregando ao ritmo da música e dançando junto com os moradores locais. Roda de Capoeira: A Transformação da Batalha em Dança Nas praças, geralmente ao redor do Terreiro de Jesus ou do Largo do Pelourinho, você verá pessoas vestindo calças brancas formando um círculo (roda) e, no meio, duas pessoas lutando entre si com uma flexibilidade incrível, quase desafiando a gravidade. Essa é a Capoeira. Os africanos escravizados tiveram que desenvolver artes marciais para se defenderem de seus senhores. Mas como não podiam fazer isso abertamente, esconderam seus movimentos de luta dentro da música e da dança. A Capoeira é uma dança, um jogo, uma arte marcial e uma resistência cultural. Acompanhados por canções cantadas com o Berimbau (um instrumento de uma corda só, em forma de arco), o pandeiro e o atabaque (tambor), os capoeiristas dão chutes acrobáticos e dão cambalhotas, mas nunca realmente se acertam; o objetivo é controlar o oponente e seguir o ritmo. É hipnotizante de assistir. Conforme a música acelera, os movimentos também aceleram. Salvador e Pelourinho Como um Nômade Digital Viver no Pelourinho como um nômade digital é diferente de outros pólos populares ao redor do mundo (como Bali ou Lisboa). Este lugar oferece uma experiência muito mais crua, muito mais real e muito mais intensa. Ambientes de Trabalho Inspiradores Durante o dia, eu adoro trabalhar em cafés charmosos entre os edifícios coloridos. O bairro de Santo Antônio Além do Carmo (logo ao lado do Pelourinho) é ótimo para trabalhar, com seu clima mais tranquilo, cafés com vistas espetaculares do mar e atmosfera boêmia. O Cafelier, com sua decoração cheia de antiguidades e uma vista de tirar o fôlego do pôr do sol sobre a Baía de Todos os Santos, é um dos meus lugares favoritos para trabalhar. A conexão com a internet geralmente é estável, e os cafés são recém-passados com os melhores grãos do Brasil. No entanto, em Salvador não existe a cultura de trabalhar excessivamente ("hustle culture"). Aqui há o "axé" (energia vital, força positiva). As pessoas não têm pressa. Terminar minhas reuniões de trabalho, fechar o laptop e me misturar com a música ao vivo na rua é um equilíbrio entre trabalho e vida pessoal inestimável para um nômade digital. O Calor Humano Local (Baianidade) As Baianas e o povo de Salvador (soteropolitanos) são as pessoas mais sorridentes e hospitaleiras do Brasil. Eles te cumprimentam na rua dizendo "Meu rei" ou "Minha linda". Aqui, ninguém continua sendo um estranho. Um morador local que senta ao seu lado num bar pode te contar a história da vida dele dez minutos depois e te convidar para o churrasco de fim de semana na casa dele. Estruturas Icônicas de Salvador: Elevador Lacerda e Mercado Modelo Caminhando um pouco para baixo do Pelourinho, você chega à Praça Tomé de Sousa. A partir daqui, uma magnífica vista da baía espera por você. E também o Elevador Lacerda, um dos símbolos de Salvador, fica aqui. Construído em 1873, este elevador histórico conecta a Cidade Alta (centro histórico) com a Cidade Baixa (área portuária e comercial). A viagem de 72 metros leva apenas alguns segundos e é incrivelmente barata. Quando você desce do elevador, bem na sua frente está o Mercado Modelo. Este imenso mercado coberto, antigo prédio da alfândega, é hoje um dos maiores mercados de artesanato do Brasil. Você pode encontrar esculturas de madeira, berimbaus, estátuas de Orixás, roupas típicas da Bahia, redes e incontáveis lembranças. Pechinchar é a regra não escrita aqui! Os arredores do Mercado Modelo também estão sempre cheios de capoeiristas e músicos. O Símbolo das Cores e da Fé: Fitas do Bonfim Você vai ver fitas coloridas e finas nos pulsos de turistas ou viajantes voltando do Brasil, especialmente de Salvador. Nelas está escrito "Lembrança do Senhor do Bonfim da Bahia". Essas são as fitas da famosa Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, localizada do outro lado da cidade, mas também são vendidas em todos os lugares do Pelourinho e amarradas a grades. A tradição é a seguinte: enquanto amarra a fita no seu pulso, um amigo te dá três nós. Em cada nó, você faz um desejo mentalmente. Você nunca deve cortar e tirar a fita. Acredita-se que quando a fita se desgastar e se soltar naturalmente com o tempo, meses ou até anos depois, aqueles três desejos que você fez se realizarão. No momento, tenho três cores diferentes nos meus pulsos e estou ansiosa (mas com fé) pelo dia em que vão se romper! Carnaval e Festivais: Esqueça o Rio! O Carnaval do Rio de Janeiro é mundialmente famoso e vemos aqueles grandiosos desfiles no sambódromo na televisão. Mas o verdadeiro carnaval, que transborda pelas ruas, onde o povo se mistura, cheio de suor e música, e louco, é o Carnaval de Salvador. De acordo com o Guinness Book of Records, é a maior festa de rua do mundo. Durante o Carnaval, milhões de pessoas vão às ruas, caminham e dançam por dias atrás de enormes caminhões de música em movimento chamados "Trio Elétrico". A música Axé, samba-reggae e ritmos de pagode tomam conta da cidade. As ruas do Pelourinho também são o centro das celebrações de carnaval alternativas, mais históricas e mais focadas em percussão. Se você estiver aqui em fevereiro ou março, prepare-se para a experiência mais exaustiva, porém inesquecível, da sua vida. Além disso, a Festa de Iemanjá (Festival da Deusa do Mar) realizada em 2 de fevereiro no litoral do Rio Vermelho, onde centenas de milhares de pessoas vestidas de branco deixam flores, perfumes e presentes no mar, é outro festival local arrepiantemente lindo. Informações Práticas e Dicas de Segurança Por mais que o Pelourinho seja um lugar incrível, você não deve esquecer que está numa grande cidade da América do Sul. A segurança é uma questão a que se deve prestar atenção, especialmente para aqueles que vêm pela primeira vez.Dia vs Noite: Durante o dia, as ruas do Pelourinho estão cheias de turistas e patrulhas policiais (Polícia Turística), sendo bastante seguras. No entanto, depois que escurece, evite entrar em vielas desertas. Fique nas praças principais e ruas cheias de restaurantes. Objetos de Valor: Não use joias chamativas ou relógios caros. Tire sua câmera e telefone apenas quando for usá-los. "Presentes": Caminhando na rua, alguns moradores podem se aproximar de você e tentar te pintar ou colocar um colar no seu pescoço, dizendo que isso é um "presente". Mas depois de colocá-lo, eles insistem em pedir dinheiro. Diga educadamente, mas com firmeza: "Não, obrigado/a". Onde Ficar: Existem magníficas "pousadas" (hotéis boutique) restauradas dentro do Pelourinho ou logo ao lado, em Santo Antônio Além do Carmo. É ótimo se hospedar nelas para sentir a atmosfera histórica. Se você procura mais por praias e vida curtir a vida noturna moderna, pode preferir as regiões do Rio Vermelho ou Barra, e vir ao Pelourinho de Uber.Perguntas Frequentes (FAQ) Qual é a melhor época para ir ao Pelourinho? Se você ama festivais, o período de verão, do final de dezembro até o final do Carnaval (início de março), é a época mais animada. No entanto, se você quiser evitar as multidões e quiser um clima mais ameno, entre setembro e novembro é ideal. Quantos dias se deve ficar em Salvador? Apenas 1 dia inteiro é suficiente para visitar o Pelourinho, mas recomendo reservar pelo menos de 4 a 5 dias para explorar as praias de Salvador (Porto da Barra), outros bairros (Rio Vermelho) e realmente digerir a cultura. De onde vem o nome Pelourinho? Significa "poste de açoite" em português. Recebeu esse nome porque era a praça principal onde os escravos eram punidos no período colonial. Hoje, no entanto, é um centro de celebração da liberdade e cultura negra. O Acarajé é vegetariano ou vegano? A própria massa do acarajé (feijão-fradinho e cebola) é vegana e é frita no azeite de dendê, que é de base vegetal. Mas os recheios tradicionais colocados dentro (vatapá, caruru, camarão) contêm frutos do mar. Se você é vegetariano/vegano, você pode pedir à Baiana um Acarajé puro sem recheios ou apenas com recheio de salada. Palavra Final: A Alma da Bahia Te Chama O Pelourinho não é apenas um lugar que você pode simplesmente ver com seus olhos e passar. Você deve ouvi-lo com os ouvidos, senti-lo na pele, saboreá-lo no paladar e entendê-lo com a alma. O cansaço que você vai sentir ao subir aquelas ladeiras íngremes desaparecerá num instante com um ritmo de tambor explodindo na esquina. Como Mariana Costa, posso garantir uma coisa para você: uma vez que você vem a Salvador da Bahia, você deixará um pedaço da sua alma naquelas ruas de paralelepípedos, no cheiro do azeite de dendê dourado e naqueles sorrisos calorosos. O coração do Brasil bate aqui na Bahia. E este coração bate com o ritmo mais belo, mais primitivo e mais eufórico que você pode ouvir. Até a nossa próxima aventura! Axé! (Que a energia vital esteja com você).Para acompanhar minhas viagens, descobertas gastronômicas e vida de nômade digital, não se esqueça de me seguir nas redes sociais! Você pode perguntar o que você quer saber sobre Salvador nos comentários. #Brasil #SalvadorDaBahia #Pelourinho #NômadeDigital #MarianaCosta #GuiaDeViagem #AméricaDoSul #ComidaDeRua #Acaraje #CulturaAfroBrasileira #Capoeira #Olodum #Brasil #Salvador